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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Matemática = Bicho Papão?


A Matemática não será 'Bicho Papão' se forem seguidos alguns princípios básicos no início da vida escolar das crianças, como por exemplo:
- Pais e Professores podem fornecer experiências variadas e lúcidas na aprendizagem da Matemática, desde cedo.
- Pais e Professores entenderem que a habilidade para solucionar problemas matemáticos depende do estágio de desenvolvimento da criança.
- Professores desenvolverem a Matemática de forma que seja entendida como uma oportunidade de aprender a raciocinar, descobrir, solucionar problemas, tudo enfim que envolve a aprendizagem.
- Pais e Professores relacionarem a matemática com o dia-a-dia das crianças.
Todos sabemos que a Matemática faz parte da nossa vida diária. Porém na Escola, frequentemente observamos a Matemática sendo tratada como um 'capítulo à parte' da vida das crianças e, portanto, sem o menor significado.
De acordo com a nossa experiência, quando as crianças têm a oportunidade de manipular objetos, testando e criando conceitos, e quando sua aprendizagem está relacionada a situações familiares, a Matemática transforma-se em algo muito importante, além de significar uma atividade prazeirosa.
Autor do Artigo
Giselle Castro Fernandes
Centro Universitário Nª Srª do Patrocínio, Brasil


quarta-feira, 21 de março de 2012

LUDICO - O BRINCAR NA EDUCAÇÃO






Quando se questiona alguém sobre o lúdico, imediatamente se remonta a um tempo e espaço diferente, recordando uma série de vivências positivas e ainda negativas (USOVA, 1979).
Não há homem sem o lúdico nem lúdico sem o homem. As características do jogo ou das brincadeiras que se realiza poderão ser diferentes, de intensidades diversas, de momentos evolutivos diferentes, mas mesmo assim poderemos encontrar elementos em comum, além de nossa cultura.
O jogo é aquela dimensão do homem que o remonta a um mundo diferente, com outras regras, onde se mostra a essência de cada um de nós, sem máscaras nem distorções, onde tudo - ou quase tudo - se pode, é o sonho feito realidade, tudo se transforma segundo nosso desejo e o homem se remonta ao mais profundo de seu ser.
Muitos teóricos, representantes das mais diversas disciplinas, tentaram definir o lúdico, encontrando-se com as conseqüentes limitações ao pretender encerrar em poucas palavras uma dimensão quase inalcançável do ser humano.
Assim poderemos encontrar posturas psicológicas, pedagógicas, filosóficas, biológicas, históricas, antropológicas, etc. Em cada uma delas acharemos uma ótica do lúdico, mas que não deixa de ser uma ótica parcial.
Em relação a isto Buland escreve : “O conceito de ludicidade, como objeto da investigação científica do lúdico não deve ser definido, deveria permanecer sendo um conceito pré-científico.” (INHELDER, 1976, p. 66) E mais adiante continua: “A pergunta pela essência do lúdico leva a uma ruptura, contrariamente seria muito mais rico, agrupar os jogos e brincadeiras e perguntar por semelhanças.” (p. 68)
Apesar disso igualmente poderemos achar pontos em comum que se podem isolar praticamente em todas as expressões lúdicas. Poder-se-ia sintetizar de alguma maneira que é um fenômeno ou uma atividade que decorre num tempo e espaço diferente ao da vida cotidiana, tem regras próprias e se desenvolve num “per si”.
Outro aspecto importante é a liberdade, entendida a mesma desde uma atividade “livremente” aceita, liberdade em tanto e quanto o participante escolhe entre brincar ou não, e elege o tema e material de brincadeira. Tanto o “per si”, como a liberdade, foram aspectos questionados por outros pesquisadores mais modernos.
Diferentes investigadores postulam a respeito que, enquanto a criança está brincando e em seu jogo transformou objetos da realidade em objetos de fantasia estes últimos “são” estes outros objetos com sua significação real para a mesma.


Alpha Monografias e Consultoria
AD Monografias e Capacitação Acadêmica

domingo, 19 de outubro de 2008

Quando a Matemática não é um bicho papão




Escrito por Fernanda Ferreira
16-Jul-2008
Se pensa que todos os jovens fogem da Matemática a sete pés, engana-se. Ainda há quem faça amizade com os números e que ache a Matemática uma divertida experiência e um desafio que pode ser superado.
É o que acontece com David Silva, de 17 anos, que recentemente ganhou uma importante competição a nível nacional, organizada pela Universidade de Aveiro. O primeiro lugar foi resultado de vários anos de dedicação, que deram os seus frutos.
Com raízes na freguesia de Couto de Esteves, de onde os pais são naturais, David nasceu na Suiça e há cerca de sete anos regressou para Portugal. Por motivos profissionais, os pais, David e a sua irmã, Joana, de 12 anos, vivem durante a semana em Oliveira de Frades e aproveitam o fim-de-semana para desfrutar da beleza de Couto de Esteves. Uma terra cada vez mais conhecida pelo sucesso da sua gente.

Lidar com os números nunca foi um pesadelo para David que recorda com gratidão os bons professores que teve, que lhe ajudaram a despertar o interesse pelos cálculos.
Gosto muito de Matemática e sempre tive bons professores, mesmo quando era mais novo e estava na Suiça. Quando vim para Portugal tive a sorte de entrar numa turma muito boa na EBI de Oliveira de Frades e encontrei professores exigentes. Ou seja, vim com boas bases e na EBI pude contar com o incentivo de professores como Graça Lopes e Armando Fernandes.
Apesar do gosto que tem pelos números, David Silva recorda que é preciso mais. Trabalho é fundamental e prestar atenção nas aulas garante cerca de 80 por cento do resultado final.
É preciso treinarmos bastante desde o início. Acredito que se tivermos atenção nas aulas garantimos cerca de 80 por cento da aprendizagem. Creio que também é muito importante incentivar o cálculo mental para que tenhamos mais rapidez. Nos 7.º, 8.º e 9.º anos, por exemplo, o professor Armando Fernandes fazia testes de tabuada e de cálculo mental e depois havia competições. Isso é muito importante.
Além da concentração nas aulas, é preciso também transpiração. Fazer os trabalhos e revisões da matéria. Dedicar-se aos exercícios e treinar os cálculos depois das aulas. Pode-se dizer que, na Matemática, o segredo do sucesso é 80 por cento de transpiração e cerca de 20 por cento de inspiração.
Nas aulas é de grande importância estarmos bastante atentos. Depois em casa, é bom fazer uma pequena revisão do que foi dado durante o dia. Decorar não é a solução. Devemos sempre tentar encontrar uma lógica. É importante perceber como se chega às fórmulas que, muitas vezes, derivam da base.

(Ler a entrevista na íntegra na edição da 2.ª quinzena de Julho do Beira Vouga)